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PLP 41/2026 · 2 min de leitura aprovado · 470 a 1

Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres

A Câmara aprovou o texto novo (substitutivo) da relatora do projeto de lei complementar que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e define a destinação de recursos para ações contra o feminicídio (assassinato de mulheres por razões de gênero).

Violência contra a mulher
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Afastado(a)
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Presidindo
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O Ministério das Mulheres coordena o sistema, que integra União, estados, Distrito Federal e municípios, com regras de repasse de verbas, acompanhamento e transparência. O texto permite que estados em programa de renegociação de dívida com a União (Propag) apliquem 10% de recursos obrigatórios nessa política. O texto não aumenta penas de crimes. O projeto seguiu para o Senado.

Quem votou Sim diz

Uma política nacional com financiamento permanente dá continuidade à rede de atendimento às vítimas e a ações de prevenção, em um cenário de mais de 1.500 vítimas de feminicídio em 2025, segundo a relatora.

Quem votou Não diz

O combate à violência também exige penas mais duras para os agressores, e não só verbas e estrutura; essa foi a crítica de parlamentares da oposição, embora a maior parte tenha votado a favor.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado o substitutivo ao PLP 41, de 2026 (Sim 470, Não 1); Congresso em Foco reporta a aprovação com a data de 8 de julho, enquanto a base de dados registra 07/07/2026, data que foi mantida. Não é destaque: SIM aprova o sistema nacional e o financiamento, ou seja, amplia a proteção. Orientação: governo, maioria, minoria e oposição a favor; só o grupo Missão contra. Confiança média: a pergunta fala em leis de proteção com penas maiores, e o texto amplia a estrutura e o financiamento, não as penas. O valor de R$ 5 bilhões do texto original foi alterado no substitutivo e não foi citado.

Fontes: congressoemfoco.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 221/2019 · 1 min de leitura aprovado · 461 a 19

Fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas - 2º turno

A Câmara fez a segunda votação da PEC que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1, já aprovada no primeiro turno na mesma sessão. Depois, o texto seguiu para o Senado.

Direitos trabalhistas
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Afastado(a)
Julia Zanatta
Não
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Confirma a jornada de 40 horas semanais, com dois dias de descanso, sem redução de salário e com transição de cerca de 14 meses (42 horas após dois meses). Prevê exceções para regimes especiais e regras próprias para micro e pequenas empresas.

Quem votou Sim diz

A medida dá mais tempo de descanso aos trabalhadores sem reduzir a renda, e a transição gradual e as exceções permitem às empresas se adaptar.

Quem votou Não diz

O custo maior para as empresas, sobretudo as pequenas, pode afetar o emprego, e categorias com escalas especiais podem ficar em situação diferente.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Liberado
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada em segundo turno a PEC 221, de 2019 (Sim 461, Não 19; Agência Câmara 27/05/2026). Mesma leitura do primeiro turno. Orientação: governo, maioria e minoria a favor; oposição liberou. Mesma ressalva sobre a fonte dos argumentos críticos.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 221/2019 · 2 min de leitura aprovado · 472 a 22

Fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas - 1º turno

A Câmara aprovou, na primeira de duas votações, a PEC que reduz a jornada máxima de trabalho e acaba com a escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso). Votou-se a versão com a 'emenda aglutinativa' (um texto que junta propostas diferentes), que combina a proposta original com outra PEC.

Direitos trabalhistas
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Afastado(a)
Julia Zanatta
Não
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A jornada cai de 44 para 40 horas semanais, em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário. Em dois meses a jornada vai a 42 horas, e em cerca de 14 meses a 40 horas. Há exceções, como regimes especiais (por exemplo, o 12x36) e regras transitórias para micro e pequenas empresas. O texto seguiu ao Senado.

Quem votou Sim diz

Reduzir a jornada e garantir dois dias de descanso melhora a qualidade de vida e o tempo com a família sem diminuir o salário; as exceções previstas evitam estimular a contratação como pessoa jurídica.

Quem votou Não diz

Reduzir a jornada sem corte de salário aumenta o custo por hora trabalhada, o que preocupa empresas, em especial as pequenas, e pode afetar categorias que dependem de escalas diferentes.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Liberado
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada em primeiro turno a PEC 221, de 2019 (Sim 472, Não 22; Agência Câmara 27/05/2026). SIM aprova menos horas e mais descanso sem corte de salário, com custo maior para o empregador, então concorda com a pergunta. Orientação: governo, maioria e minoria a favor; oposição liberou. Os argumentos críticos vêm de fonte indireta; quem revisar deve completá-los.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 18/2025 · 1 min de leitura aprovado · 461 a 14

PEC da Segurança Pública - 2º turno

A Câmara fez a segunda votação da PEC sobre segurança pública, já aprovada no primeiro turno na mesma sessão. Depois, o texto seguiu para o Senado.

Segurança pública e penas
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Afastado(a)
Guilherme Boulos
Afastado(a)
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Confirma a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública na Constituição e a previsão de lei com regime especial, mais rígido, para integrantes de facções e milícias, além de novas fontes de recursos para fundos de segurança e do sistema penitenciário.

Quem votou Sim diz

O texto fortalece a cooperação entre polícias e dá instrumentos para enfrentar facções e milícias, com regras mais duras de cumprimento de pena para seus líderes.

Quem votou Não diz

As regras mais duras dependem de leis futuras, e mudar competências e a definição de 'defesa social' na Constituição pode gerar conflitos entre União, estados e municípios.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada em segundo turno a PEC 18, de 2025 (Sim 461, Não 14; Agência Câmara 04/03/2026). SIM mantém o mesmo texto do primeiro turno; a leitura e as ressalvas são as mesmas. Orientação: todos os blocos a favor.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 18/2025 · 2 min de leitura aprovado · 487 a 15

PEC da Segurança Pública - 1º turno

A Câmara aprovou, na primeira de duas votações, a parte principal da PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre segurança pública. O relator da comissão especial escreveu um texto novo (um 'substitutivo') para trocar a proposta original. O texto redistribui responsabilidades entre União, estados e municípios.

Segurança pública e penas
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Afastado(a)
Guilherme Boulos
Afastado(a)
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O Sistema Único de Segurança Pública passa a constar da Constituição, com cooperação entre as forças policiais e compartilhamento de informações. O texto prevê uma lei futura com regime especial para líderes e integrantes de facções e milícias (grupos criminosos), que poderia restringir progressão de pena, liberdade provisória e saída temporária. A proposta seguiu ao Senado, e a redução da maioridade penal foi retirada.

Quem votou Sim diz

Dar base constitucional à integração das polícias, endurecer o tratamento de líderes de facções e cortar o financiamento do crime organizado responde ao avanço desses grupos e dá mais eficiência ao combate à violência.

Quem votou Não diz

A mudança concentra regras em temas complexos, como progressão de pena e polícias municipais, e o efeito depende de leis futuras; há dúvida jurídica sobre o termo 'defesa social' e sobre a distribuição de competências.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado em primeiro turno o substitutivo da PEC 18, de 2025 (Sim 487, Não 15, 1 abstenção; Agência Câmara 04/03/2026). SIM aprova a base constitucional para regras mais duras de cumprimento de pena a líderes de organizações criminosas, o que corresponde a concordar com a pergunta. Confiança média porque as regras concretas dependem de lei futura, e o texto também trata de competências e financiamento. Orientação: todos os blocos a favor.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 2162/2023 · 2 min de leitura aprovado · 291 a 148

Redução de penas dos condenados pelo 8 de janeiro - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto conhecido como 'PL da Dosimetria' (dosimetria é o cálculo da pena). O relator da comissão especial escreveu um texto novo (um 'substitutivo') no lugar do projeto original, que previa anistia (perdão geral de crimes). O texto aprovado não concede anistia, mas muda o cálculo das penas por crimes contra o Estado Democrático de Direito (a ordem prevista na Constituição).

Anistia e penas do 8 de janeiro
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Afastado(a)
Guilherme Boulos
Afastado(a)
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Quando houver condenação por tentativa de golpe e por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito no mesmo contexto, vale a pena mais grave, e não a soma das duas. Para crimes cometidos em multidão, como os atos de 8 de janeiro de 2023, a pena pode cair de um terço a dois terços, salvo para quem financiou ou liderou. Também muda a progressão de regime (passagem para um regime menos fechado).

Quem votou Sim diz

As penas aplicadas somam crimes que se sobrepõem e atingem de modo desproporcional quem participou sem liderar; o texto corrige excessos e abre caminho para pacificação.

Quem votou Não diz

Reduzir as penas de condenados por atacar as instituições enfraquece a resposta do Estado a esses crimes e beneficia também os principais responsáveis; as condenações já respeitaram o devido processo.

Orientação do Governo
Não
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Agência Câmara (10/12/2025): o texto reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro (de 1/3 a 2/3 para crimes em multidão) e não concede anistia. A pergunta do tema fala em 'anistia ou redução de pena', então SIM aprova e corresponde a concordar. Orientação dos partidos: oposição e minoria a favor; governo e maioria contra.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 1087/2025 · 2 min de leitura aprovado · 493 a 0

Reforma do Imposto de Renda - isenção até R$ 5 mil e imposto mínimo para rendas altas

A Câmara aprovou, em votação única, a parte principal do projeto que muda o Imposto de Renda das pessoas físicas. A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global' (um texto que reúne e troca as propostas anteriores), foi apresentada pelo relator da comissão especial.

Imposto de Renda e isençõesTaxação de altas rendas e dividendos
Aécio Neves
Sim
André Janones
Afastado(a)
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Afastado(a)
Guilherme Boulos
Sim
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Quem ganha até R$ 5 mil por mês deixa de pagar Imposto de Renda, com desconto parcial até R$ 7.350. Para compensar, quem tem rendas muito altas (a partir de cerca de R$ 600 mil por ano) passa a pagar um imposto mínimo, que inclui lucros e dividendos recebidos (parte do lucro das empresas repassada aos sócios).

Quem votou Sim diz

Alivia o orçamento de milhões de trabalhadores e corrige uma distorção, porque quem tem rendimentos muito altos, em especial de dividendos, pagava proporcionalmente menos imposto.

Quem votou Não diz

A compensação pode reduzir investimentos e a distribuição de lucros. Também é preciso cobrir a perda de arrecadação de estados e municípios com a isenção. Para os críticos, o texto poderia mexer menos na tributação de empresas e investidores.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Agência Brasil e Agência Câmara (01/10/2025): o texto isenta quem ganha até R$ 5 mil e cria imposto mínimo para rendas altas, incluindo lucros e dividendos. Votar SIM aprova as duas medidas, então SIM é concordar com ambas as perguntas. Votação unânime (493 a 0); todos os líderes de partidos orientaram Sim.

Fontes: camara.leg.br · www12.senado.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 2162/2023 · 1 min de leitura aprovado · 311 a 163

Anistia a manifestantes - pedido de urgência

A Câmara votou só o 'requerimento de urgência', um pedido para o projeto ser votado mais rápido, sem passar por todas as comissões. O conteúdo do projeto não foi votado. Na época, ele previa anistia (perdão de crimes) a participantes de manifestações de motivação política desde 30/10/2022, o que incluía os atos de 8 de janeiro de 2023.

Anistia e penas do 8 de janeiro
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Afastado(a)
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Afastado(a)
Guilherme Boulos
Não
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Com a urgência aprovada, o projeto pôde ir direto ao Plenário. Nenhuma anistia foi concedida nesta votação.

Quem votou Sim diz

Há um grande número de pessoas condenadas e a questão merece resposta rápida do Parlamento; a anistia é um instrumento político de pacificação previsto em lei.

Quem votou Não diz

A anistia a quem atacou as instituições dá sinal de impunidade e não deveria ser tratada com pressa, sem passar pelas comissões que analisam constitucionalidade e mérito.

Orientação do Governo
Não
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Só o pedido de urgência foi votado (Agência Câmara). Quem votou SIM quis acelerar o projeto de anistia. Ligar esse voto à pergunta depende de tratar o apoio à urgência como apoio ao conteúdo, por isso confiança média. Orientação dos partidos: oposição e minoria a favor; governo contra.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 3/2021 · 2 min de leitura trecho retirado · 296 a 174

Prerrogativas de deputados e senadores - destaque que tirou o voto secreto

Um destaque (pedido para votar um trecho em separado) do partido Novo questionou o trecho que previa voto secreto da Casa para decidir sobre a prisão de um parlamentar. Votar SIM mantinha o voto secreto; votar NÃO o retirava. Como se trata de PEC, manter um trecho exige 308 votos. Os 296 votos SIM não chegaram a esse número, e o voto secreto caiu. Depois, a Câmara o restabeleceu em outra votação.

Foro e imunidade parlamentar
Aécio Neves
Não
André Janones
Afastado(a)
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Afastado(a)
Guilherme Boulos
Não
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Com a retirada, a decisão sobre manter ou não a prisão de um parlamentar seria aberta, com cada voto identificado. O voto secreto foi depois reincluído por outra votação (emenda aglutinativa, que junta várias mudanças num texto só; 314 a 168).

Quem votou Sim diz

O voto secreto protege o parlamentar de pressões e retaliações ao decidir sobre a liberdade de um colega, e é um mecanismo tradicional de garantia de independência.

Quem votou Não diz

Votação aberta permite que o eleitor saiba como cada parlamentar decidiu sobre a prisão de um colega, o que traz transparência e responsabilização.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial 'Suprimido o texto. Sim: 296; Não: 174'. Em destaque que retira trecho de PEC, votar SIM é manter o trecho, que exige 308 votos (Agência Brasil, 09/2025: o voto secreto caiu por falta de quórum para mantê-lo). A oposição, favorável à PEC, orientou SIM. Votar SIM mantém o voto secreto, ou seja, mais proteção ao parlamentar. Confiança média porque ligar o voto secreto a 'mais proteção' é interpretação.

Fontes: agenciabrasil.ebc.com.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 3/2021 · 2 min de leitura aprovado · 344 a 133

Prerrogativas de deputados e senadores ('PEC das Prerrogativas') - 2º turno

A Câmara fez a segunda votação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição, que muda a própria Constituição e exige 308 votos em cada turno) sobre as prerrogativas de deputados e senadores, ou seja, os direitos específicos do cargo. O texto exige autorização da respectiva Casa para prender em flagrante por crime inafiançável e para processar ou aplicar medidas cautelares contra parlamentares. Também dá foro (o tribunal que julga o caso) no Supremo Tribunal Federal a presidentes nacionais de partidos.

Foro e imunidade parlamentar
Aécio Neves
Não
André Janones
Afastado(a)
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Afastado(a)
Guilherme Boulos
Não
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Se aprovada pelo Congresso, parlamentares só seriam presos ou processados com autorização da Câmara ou do Senado, e presidentes de partidos passariam a ter foro no STF. O Senado rejeitou a proposta em setembro de 2025 e ela foi arquivada.

Quem votou Sim diz

Protege o mandato contra decisões judiciais abusivas e perseguição política, garantindo a independência do Legislativo, como em outras democracias.

Quem votou Não diz

Cria um escudo que dificulta a punição de parlamentares por crimes comuns e amplia a impunidade, tratando os eleitos de forma diferente dos demais cidadãos.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Agência Brasil e Agência Câmara (16/09/2025): o texto exige autorização da Casa para prisão e processo e amplia o foro. Votar SIM aprova mais proteção, então SIM é concordar com a pergunta. Orientação dos partidos: oposição e minoria a favor; a maioria liberou a votação.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 6020/2023 · 2 min de leitura aprovado · 302 a 99

Aproximação do agressor com consentimento da vítima - texto aprovado

A Câmara aprovou o texto novo da relatora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele trata como crime a aproximação voluntária do agressor de áreas proibidas por decisão judicial, mesmo que a vítima consinta. Antes, a Câmara rejeitou o pedido de votar primeiro o texto original do projeto.

Violência contra a mulher
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Afastado(a)
Guilherme Boulos
Sim
Julia Zanatta
Não votou
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Se o agressor, de forma voluntária, se aproximar de áreas definidas pelo juiz para proteger a vítima (incluindo a casa e o local de trabalho dela), comete o crime de descumprimento de medida protetiva, com pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa, mesmo com o consentimento da vítima. O projeto seguiu ao Senado.

Quem votou Sim diz

Flexibilizar medidas de proteção coloca vidas em risco; a vítima pode ser pressionada a aceitar a aproximação, e a medida protetiva existe porque há risco à vida.

Quem votou Não diz

Punir o agressor mesmo com o consentimento da mulher retira a autonomia dela e pode criminalizar situações sem intenção, como um contato para tratar de assuntos de um filho.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado o substitutivo, ressalvados os destaques (Sim 302, Não 99; Agência Câmara 08/07/2025). SIM aprova a ampliação da proteção e da punição do agressor, o que corresponde a concordar com a pergunta. Orientação: governo e maioria a favor; oposição e minoria contra. Antes dessa votação, a preferência pelo texto original do projeto foi rejeitada (103 a 281).

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PLP 175/2024 · 1 min de leitura aprovado · 356 a 35

Regras para emendas parlamentares - mudanças do Senado

A Câmara aceitou o texto que o Senado aprovou para o projeto sobre as emendas parlamentares ao Orçamento, com exceção de alguns artigos, que ficaram como estavam na versão da Câmara. Depois dessa votação, o projeto seguiu para sanção.

Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Não votou
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Não votou
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não votou
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A Câmara manteve 8 emendas por bancada estadual (o Senado propunha 10) e a regra de reservar 50% das emendas de comissão para a saúde. Também aceitou restabelecer a possibilidade de órgãos de controle recomendarem ajustes nos planos de trabalho das 'emendas Pix'. Fica descartado o bloqueio das emendas; permanece apenas o contingenciamento (corte temporário de gastos).

Quem votou Sim diz

O texto reúne os interesses do Congresso e do governo e dá mais transparência e rastreabilidade ao pagamento das emendas; a versão da Câmara ainda reserva metade das emendas de comissão para a saúde.

Quem votou Não diz

As mudanças não melhoram o texto, que mantém grande parte do Orçamento sob controle do Congresso e não atende às demandas de transparência feitas pelo Supremo.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Liberado
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado o substitutivo do Senado, com exceção dos artigos 3º e 7º (Sim 356, Não 35; Agência Câmara 19/11/2024). Nenhum tema marcado, pelo mesmo motivo do texto principal (regras de execução, sem redução clara de valores). Orientação: governo e maioria a favor; oposição e minoria liberaram.

Fontes: camara.leg.br · www12.senado.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 1958/2021 · 1 min de leitura aprovado · 241 a 94

Cotas de 30% em concursos federais - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que reserva vagas em concursos públicos federais para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. A relatora apresentou uma versão final (chamada 'subemenda substitutiva global', um texto que reúne e troca as anteriores).

Cotas e ações afirmativas
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Não votou
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Sim
Julia Zanatta
Não votou
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não votou
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Em concursos federais futuros, 30% das vagas ficam reservadas a pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas, ampliando a reserva de 20% que já existia só para pessoas negras. A política passa a ser revisada em 5 anos.

Quem votou Sim diz

As cotas corrigem a sub-representação de negros, indígenas e quilombolas no serviço público (ou seja, eles têm menos vagas do que sua parcela da população) e aproximam o Estado da composição da população; a medida é temporária e revisável.

Quem votou Não diz

A seleção deveria considerar só o mérito e a renda, pois o critério racial é de difícil verificação e pode gerar injustiças e conflitos; a política deveria focar em educação básica.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Agência Câmara (19/11/2024): o texto reserva 30% das vagas em concursos federais por critério racial e étnico. Votar SIM aprova a reserva, então SIM é concordar com cotas em concursos. Orientação dos partidos: governo e maioria a favor; oposição e minoria contra.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PLP 175/2024 · 2 min de leitura aprovado · 330 a 74

Regras para emendas parlamentares ao Orçamento (verbas que deputados e senadores indicam) - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto de lei complementar que define regras para propor e executar emendas parlamentares (verbas do Orçamento que deputados e senadores indicam para projetos). A medida responde à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a execução das emendas até existirem regras de transparência e rastreamento do dinheiro. A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global' (um texto que reúne e troca as anteriores), foi apresentada pelo relator.

Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Não
Julia Zanatta
Não
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não votou
Túlio Gadêlha
Não votou
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A partir de 2026, o limite das emendas passa a ser corrigido pela inflação mais parte do crescimento da receita; em 2025 as emendas de comissão somam R$ 11,5 bilhões. Cada bancada estadual apresenta 8 emendas. As emendas individuais e de bancada continuam obrigatórias, e as 'emendas Pix' (repasses diretos a estados e municípios, sem convênio prévio) passam a ter mais regras de informação e de prestação de contas ao TCU (Tribunal de Contas da União).

Quem votou Sim diz

O texto cria regras de transparência, rastreabilidade e controle, atende às exigências do Supremo e destrava a liberação de recursos para obras e saúde.

Quem votou Não diz

As regras não dão transparência suficiente às emendas de comissão, deixam grande parte do Orçamento sob controle do Congresso e mantêm os recursos que parlamentares destinam sem critério claro.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Liberado
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a subemenda, ressalvados os destaques (Sim 330, Não 74, 2 abstenções; Agência Câmara 05/11/2024). Nenhum tema marcado: o texto regula as emendas e fixa um limite de crescimento, em vez de reduzir valores. Por isso, a relação entre SIM e a pergunta sobre reduzir o dinheiro público para políticos não é clara. Orientação: governo e maioria a favor; oposição e minoria liberaram.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 3626/2023 · 2 min de leitura emenda rejeitada · 120 a 261

Apostas esportivas - destaque para retirar os jogos de cassino online

Um destaque (pedido para votar um item em separado) pediu a aprovação da Emenda 3 do Senado, que retirava do projeto a autorização de jogos de cassino online. Votar SIM aprovava a emenda e excluía os cassinos online; votar NÃO a rejeitava e mantinha os jogos.

Apostas e jogos de azar
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Não
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Não votou
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Não votou
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não votou
Tiririca
Não votou
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A emenda foi rejeitada; o texto final manteve a autorização de jogos online, e o projeto seguiu à sanção. A Câmara retirou os jogos físicos (máquinas) do texto, a pedido de deputados contrários ao projeto.

Quem votou Sim diz

Quem votou SIM sustentou que a autorização de jogos de cassino online amplia o risco de vício e de danos sociais e que o projeto deveria ficar restrito às apostas esportivas.

Quem votou Não diz

Quem votou NÃO sustentou que retirar os jogos online esvaziaria a regulamentação e a arrecadação do setor, e que a regra permite fiscalizar o que já ocorre no país.

Orientação do Governo
Não
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: rejeitada a Emenda 3 do Senado (Sim 120, Não 261). O destaque era para aprovar a emenda; SIM aprova a emenda, que, segundo a Agência Câmara (12/2023), retirava os jogos de cassino online. Votar SIM restringe a oferta de jogos, logo discorda de permitir e regulamentar. Orientação: minoria e oposição a favor; governo e maioria contra. A identificação da Emenda 3 com os cassinos vem da coincidência dos números e da notícia; quem revisar deve confirmar no texto da emenda.

Fontes: camara.leg.br · www12.senado.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 3626/2023 · 2 min de leitura aprovado · 292 a 114

Regras para as apostas esportivas (bets) - mudanças do Senado

A Câmara aprovou a maior parte das mudanças feitas pelo Senado no projeto que regulamenta as apostas de quota fixa (apostas em que o ganho é definido antes do jogo, as chamadas 'bets', sobretudo esportivas). O projeto também reúne o conteúdo de uma medida provisória. Algumas mudanças do Senado foram votadas separadamente, como a que retirava os jogos de cassino online.

Apostas e jogos de azar
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Sim
Julia Zanatta
Não
Kim Kataguiri
Não votou
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Não votou
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

As empresas precisam de autorização do Ministério da Fazenda, sede no Brasil e pagamento de até R$ 30 milhões pela outorga (valor pago pela autorização para explorar a atividade). Há proibição de apostar para menores de 18 anos, para pessoas com transtorno de jogo e para quem pode influenciar resultados, além de regras para publicidade e tributação sobre receita e prêmios. O projeto seguiu à sanção (aprovação final do presidente).

Quem votou Sim diz

Regular o setor dá segurança ao apostador, define regras de publicidade e de integridade e gera arrecadação para áreas como seguridade, educação, esporte e turismo.

Quem votou Não diz

A legalização amplia o acesso a apostas e pode causar mais danos sociais, como vício e endividamento, do que a receita compensaria.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovadas as emendas do Senado selecionadas, com parecer favorável (Sim 292, Não 114; Agência Câmara 12/2023). SIM aprova a versão final do marco das apostas, o que corresponde a permitir e regulamentar. Orientação: governo e maioria a favor; oposição e minoria contra. Confiança média: a votação trata das mudanças do Senado, não do texto principal, e a pergunta inclui cassinos, que foram tratados na votação 2374400-121.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 4173/2023 · 2 min de leitura aprovado · 323 a 119

Imposto sobre fundos exclusivos e aplicações no exterior (offshores) - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que muda a tributação de fundos de investimento exclusivos no Brasil (fundos feitos para um único investidor) e de aplicações de pessoas físicas no exterior (as chamadas offshores). O relator escreveu um texto novo (um 'substitutivo') para trocar o projeto original. Os destaques (votações separadas de trechos) foram votados depois.

Taxação de altas rendas e dividendos
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Não votou
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Sim
Julia Zanatta
Não
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Os fundos exclusivos (com aplicação mínima de R$ 10 milhões) passam a ter tributação periódica sobre os rendimentos, com alíquota (percentual do imposto) de 15% nos ganhos de longo prazo e 20% nos de curto prazo. Os rendimentos de aplicações de residentes no exterior passam a ser tributados em 15% uma vez por ano, e há uma tributação sobre o estoque de ganhos acumulados, de 8%. O projeto também reduz, de 300 para 100, o número mínimo de cotistas (investidores de um fundo) para a isenção de fundos imobiliários e do agro. Todos os destaques foram rejeitados.

Quem votou Sim diz

Fundos exclusivos e aplicações no exterior passam a ser tributados periodicamente; segundo o relator, a proposta busca justiça na tributação dos chamados "super-ricos", e o governo estimou arrecadação adicional.

Quem votou Não diz

Agentes do mercado alertam que alíquotas mais altas podem provocar saída de capital do país; a bancada do agro defendeu regras mais brandas para os fundos do setor, com menos cotistas exigidos para a isenção.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a versão final, ressalvados os destaques (Sim 323, Não 119, 1 abstenção); InfoMoney (25/10/2023) confirma a aprovação e a rejeição de todos os destaques. SIM aprova o texto que tributa os rendimentos de fundos exclusivos e de offshores, ou seja, concorda que rendas muito altas, inclusive de lucros e dividendos, paguem mais imposto. Orientação: governo e maioria a favor; oposição, minoria, PL e Novo contra. Confiança alta porque o alvo declarado são os rendimentos de grandes aplicadores; as alíquotas citadas são as da reportagem.

Fontes: infomoney.com.br · poder360.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

MPV 1172/2023 · 2 min de leitura aprovado · 439 a 1

Salário mínimo, valorização anual e isenção do Imposto de Renda - texto principal

A Câmara aprovou a medida provisória que fixa o salário mínimo de maio de 2023, cria uma regra permanente para reajustar o mínimo e amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda. Votou-se a versão final do relator (projeto de lei de conversão). Depois, um destaque (votação separada de trecho) retirou do texto a tributação de fundos no exterior.

Salário mínimoImposto de Renda e isenções
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Sim
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Não votou
Nikolas Ferreira
Sim
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O mínimo fica em R$ 1.320 desde 1º de maio de 2023. A partir de 2024, o reajuste será pela inflação (medida pelo INPC, índice oficial de preços) mais a variação positiva do PIB (tudo o que o país produz) de dois anos antes; se o PIB for negativo, só a inflação. A isenção do IR sobe para R$ 2.112 e, com um desconto simplificado de R$ 528, pode chegar a R$ 2.640 brutos por mês.

Quem votou Sim diz

O aumento real do mínimo reduz a desigualdade e aumenta o poder de compra; a nova tabela do IR corrige a defasagem (a tabela estava sem reajuste) e beneficia mais de 13 milhões de contribuintes.

Quem votou Não diz

A política cria gastos permanentes crescentes (estimativa de R$ 18,1 bilhões em 2024), a isenção do IR foi incluída na mesma medida, o que pressiona a votação, e a nova faixa não cumpre a promessa de isenção para quem ganha R$ 5 mil.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a medida provisória na forma do projeto de lei de conversão (Sim 439, Não 1; Agência Câmara 23/08/2023). SIM aprova a política de valorização e a ampliação da isenção do IR. Orientação: governo, maioria, minoria e oposição a favor. Confiança média em salário mínimo porque o ganho real depende do PIB: não ocorre todo ano e é zero se o PIB for negativo.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 45/2019 · 1 min de leitura texto mantido · 317 a 170

Reforma tributária - trecho que cobra mais imposto de herança de valores altos (art. 155)

Um destaque (pedido para votar um trecho em separado) do bloco União-PP tentava retirar do texto a regra que torna o imposto sobre heranças e doações (ITCMD) progressivo. Isso significa que a alíquota (percentual) sobe conforme o valor recebido. Votar SIM mantinha o trecho no texto; votar NÃO o retirava.

Imposto sobre herança
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Não
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Sim
Julia Zanatta
Não
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Com o trecho mantido, a Constituição passa a prever que o ITCMD, cobrado pelos estados, deve ter alíquotas maiores para heranças e doações de valor mais alto. Cada estado define as faixas e percentuais.

Quem votou Sim diz

Quem recebe grandes patrimônios sem esforço de trabalho pode contribuir proporcionalmente mais; a progressividade já existe no Imposto de Renda e é um critério de justiça tributária.

Quem votou Não diz

A herança já foi formada com patrimônio tributado e a cobrança maior pode onerar famílias e empresas familiares e desestimular a poupança; cada estado deveria decidir livremente sua alíquota.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Agência Câmara (06/07/2023): o destaque pretendia retirar a regra que torna o ITCMD progressivo, e foi rejeitado; o resultado oficial é 'Mantido o texto'. Votar SIM mantém a regra, então SIM é concordar que heranças de valor alto paguem mais. Orientação: governo e maioria a favor; oposição contra.

Fontes: camara.leg.br · conjur.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 45/2019 · 2 min de leitura aprovado · 382 a 118

Reforma tributária sobre o consumo - texto principal (1º turno)

A Câmara aprovou, na primeira de duas votações, a proposta que simplifica os impostos cobrados sobre o consumo. O texto junta vários impostos em dois, o IBS e a CBS, no lugar de ICMS e ISS (estaduais e municipais) e de PIS e Cofins (federais). O relator reescreveu a proposta inteira num texto novo (um 'substitutivo'), que foi o que se votou. Também cria regras como a cesta básica isenta e alíquotas menores para saúde e educação.

Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Sim
Julia Zanatta
Não
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Vários impostos sobre produtos e serviços viram dois (IBS e CBS), cobrados no local de destino da compra, com transição de vários anos. Alimentos da cesta básica nacional ficam isentos (sem imposto) e áreas como saúde, educação e transporte coletivo pagam uma alíquota (percentual do imposto) menor.

Quem votou Sim diz

Simplificar a cobrança acaba com a guerra fiscal entre estados (disputa para atrair empresas com impostos mais baixos), reduz burocracia e litígios e torna o sistema mais transparente, o que favorece o crescimento e a produtividade.

Quem votou Não diz

Há risco de aumento da carga para setores como serviços, de perda de autonomia de estados e municípios e de muitas exceções, que complicam o sistema. O efeito final depende de leis complementares (leis que detalham a reforma), que ainda não foram votadas.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Agência Câmara e Agência Brasil (07/2023): nenhum tema foi marcado. A proposta junta impostos sobre consumo, mas o efeito sobre o total de impostos depende das leis que virão depois. Por isso não dá para dizer o que o SIM significa diante da pergunta sobre reduzir impostos mesmo arrecadando menos.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 490/2007 · 1 min de leitura aprovado · 283 a 155

Marco temporal das terras indígenas - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que define como as terras indígenas são reconhecidas e demarcadas (oficialmente delimitadas). Ele adota o 'marco temporal': só seriam consideradas terras indígenas as ocupadas pelos povos em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global' (um texto que reúne e troca as anteriores), foi apresentada pelo relator.

Terras indígenas
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Não votou
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Não
Julia Zanatta
Sim
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Não votou
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Não votou
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Só seriam demarcadas as terras que estavam ocupadas por comunidades indígenas em outubro de 1988; ficam proibidas novas ampliações de áreas já demarcadas, e o texto permite instalação de bases militares sem consulta às comunidades.

Quem votou Sim diz

O marco dá segurança jurídica a proprietários e produtores rurais com títulos antigos e evita demarcações sem limite de tempo; a definição de regras cabe ao Congresso.

Quem votou Não diz

O critério ignora povos expulsos de suas terras antes de 1988 e restringe direitos garantidos na Constituição; a demarcação deve seguir critérios antropológicos (estudos sobre a ocupação tradicional), não uma data fixa.

Orientação do Governo
Não
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Agência Câmara e Agência Brasil (30/05/2023): o texto limita a demarcação às terras ocupadas em 05/10/1988 e proíbe ampliar áreas já demarcadas. Votar SIM aprova essas restrições, então SIM é discordar de ampliar a demarcação. Orientação dos partidos: oposição e minoria a favor; governo contra.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PLP 93/2023 · 2 min de leitura aprovado · 372 a 108

Arcabouço fiscal - nova regra para o limite de gastos do governo

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que cria o 'arcabouço fiscal', uma nova regra para controlar os gastos do governo federal no lugar da antiga regra do teto de gastos. O relator escreveu um texto novo (um 'substitutivo') para trocar o projeto original. Pedidos para mudar trechos específicos (destaques) foram votados depois.

Controle de gastos públicos
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não votou
Delegado da Cunha
Sim
Erika Hilton
Não
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Não
Julia Zanatta
Não
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O gasto do governo federal pode crescer a cada ano só em proporção do aumento da arrecadação (70% do crescimento da receita), dentro de um piso de 0,6% e um teto de 2,5% acima da inflação. Se a meta de equilíbrio das contas públicas (gastar não mais do que se arrecada) não for cumprida, o governo precisa conter despesas.

Quem votou Sim diz

O modelo dá uma regra clara para o crescimento dos gastos, ligada à arrecadação, e mantém espaço para investimentos e programas sociais, trazendo previsibilidade para as contas públicas.

Quem votou Não diz

Há quem diga que o limite é fraco demais e depende de aumento da arrecadação para fechar as contas. Outros dizem que ele é rígido demais e pode reduzir gastos sociais e investimentos.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Agência Câmara (24/05/2023): o texto limita o crescimento real dos gastos (entre 0,6% e 2,5% ao ano acima da inflação) e prevê contenção de despesas se as metas forem descumpridas. Votar SIM aprova esses limites, então SIM é concordar com limites para aumentar gastos. A regra é menos rígida que o antigo teto, mas o limite é claro; por isso confiança alta.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 2630/2020 · 1 min de leitura aprovado · 238 a 192

Regulação das redes sociais - pedido de urgência

A Câmara votou só o 'requerimento de urgência', um pedido para o projeto ser votado mais rápido, sem passar por todas as comissões. O conteúdo do projeto, que cria regras de transparência e responsabilidade para plataformas e redes sociais, não foi votado nesta ocasião.

Regulação das redes sociais
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Não
Erika Hilton
Sim
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Sim
Julia Zanatta
Não
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Não
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A urgência aprovada permitiu votar o projeto direto no Plenário, mas a votação do conteúdo foi adiada a pedido do relator e não ocorreu. Nenhuma regra nova passou a valer com esta votação.

Quem votou Sim diz

O tema exige resposta rápida: plataformas têm papel central na circulação de desinformação e de conteúdo ilegal, e regras de transparência e responsabilização protegem usuários.

Quem votou Não diz

Um projeto com impacto sobre a liberdade de expressão não deveria ser votado às pressas, e o texto dava a empresas e ao poder público poder demais para decidir o que pode ser dito.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
—
Por que classificamos assim

Só a urgência foi votada (Agência Câmara e Agência Brasil, 25/04/2023); o conteúdo não chegou a ser votado. Quem votou SIM quis acelerar um projeto que obriga plataformas a remover conteúdos ilegais e adotar regras de transparência. Ligar esse voto à pergunta depende de tratar o apoio à urgência como apoio ao conteúdo, por isso confiança média.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 6579/2013 · 2 min de leitura aprovado · 311 a 98

Fim das saídas temporárias de presos (as 'saidinhas') - texto principal (2022)

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que muda a Lei de Execução Penal para restringir as saídas temporárias de presos do regime semiaberto, as chamadas 'saidinhas' (dias fora da prisão, geralmente em datas festivas como o Natal). O texto é um 'substitutivo', ou seja, uma versão nova escrita pelo relator na Comissão de Constituição e Justiça.

Segurança pública e penas
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A proposta acaba com as saídas temporárias e exige exame criminológico (avaliação feita por especialistas sobre o risco de o preso cometer novos crimes) para a progressão de regime (passagem para um regime menos fechado). O Senado voltou a analisar o texto, e uma versão mais branda, restrita a saídas para estudar, foi aprovada em 2024.

Quem votou Sim diz

Muitos presos cometem novos crimes ou não voltam durante as saídas, o que gera insegurança e sensação de impunidade; o benefício deve ser extinto ou restringido.

Quem votou Não diz

A saída temporária ajuda na ressocialização (reintegração à sociedade), é dada só a quem já cumpriu parte da pena e tem bom comportamento, e a grande maioria volta; punir todos pelo erro de poucos não é razoável.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
—
Por que classificamos assim

Agência Câmara (03/08/2022) e Agência Senado (04/08/2022): o substitutivo acaba com as saídas temporárias e exige exame criminológico, deixando as regras de cumprimento de pena mais duras. Votar SIM aprova isso, então SIM é concordar com a pergunta. Orientação: só a minoria (contra) consta.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 11/2022 · 2 min de leitura aprovado · 473 a 9

Piso salarial da enfermagem na Constituição - 2º turno

A Câmara fez a segunda votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que dá base constitucional ao piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. O valor do piso, de R$ 4.750 para enfermeiros, foi definido em um projeto de lei separado (PL 2564/2020). A PEC resolve o impedimento de que a lei federal fixe salários pagos por estados e municípios.

Saúde pública
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não votou
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Os salários da enfermagem passam a ter um piso nacional previsto na Constituição, fixado por lei federal. Técnicos de enfermagem recebem 70% do piso e auxiliares e parteiras, 50%. O texto não indica a fonte dos recursos para pagar o piso. A PEC foi aprovada no Senado e, após esta votação, seguiu para promulgação (oficialização).

Quem votou Sim diz

O piso reconhece o trabalho da categoria, em especial durante a pandemia, e a lei federal passa a poder fixar o piso inclusive para quem é pago por estados e municípios, com apoio de partidos de governo e de oposição.

Quem votou Não diz

Fixar o salário de uma categoria na Constituição abre precedente para outras categorias; o texto não diz de onde virá o dinheiro, e municípios e estados podem ter dificuldade de pagar, com risco de desemprego.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada em segundo turno a PEC 11, de 2022 (Sim 473, Não 9, 1 abstenção; Cofen e Congresso em Foco, 13/07/2022). Como é PEC, a aprovação exige 308 votos SIM, e o número foi alcançado. Não é destaque: SIM aprova o piso nacional por regra obrigatória, ou seja, concorda com a pergunta. Orientação: maioria, oposição, minoria e governo a favor; só o Novo orientou Não. Confiança alta porque o objeto é exatamente um piso salarial na saúde. O destaque do Novo foi rejeitado e não foi usado.

Fontes: cofen.gov.br · congressoemfoco.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 15/2022 · 1 min de leitura aprovado · 469 a 17

PEC do estado de emergência (benefícios sociais e combustíveis) - 2º turno

A Câmara fez a segunda votação da mesma PEC, já aprovada no primeiro turno. Como o texto já havia passado pelo Senado, ele seguiu para promulgação (oficialização) pelo Congresso.

Transferência de rendaControle de gastos públicos
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não votou
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não votou
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Confirma a autorização de gastos de R$ 41,25 bilhões fora do teto de gastos até o fim de 2022, para ampliar o Auxílio Brasil, pagar auxílio a caminhoneiros e taxistas e outras ajudas, dentro de um estado de emergência declarado até 31 de dezembro daquele ano.

Quem votou Sim diz

Os benefícios respondem à alta de preços e ao aperto de renda das famílias mais pobres e de categorias afetadas pelo preço dos combustíveis, e o custo é coberto por arrecadação extra do próprio ano.

Quem votou Não diz

A criação de um estado de emergência a poucos meses da eleição contorna limites legais e fiscais, aumenta a dívida e a inflação e não indica como manter os benefícios depois de 2022.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada em segundo turno a PEC 15, de 2022 (Sim 469, Não 17; Agência Câmara 13/07/2022). SIM aprova a ampliação de benefícios e a exceção ao teto. Orientação: maioria, oposição e minoria a favor. Os destaques dos dois turnos foram rejeitados e não alteraram o texto.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 15/2022 · 2 min de leitura aprovado · 393 a 14

PEC do estado de emergência (benefícios sociais e combustíveis) - 1º turno

A Câmara aprovou, na primeira de duas votações, a parte principal da PEC (proposta de emenda à Constituição) que cria um 'estado de emergência' até 31 de dezembro de 2022 e permite gastos fora do teto de gastos. O relator escreveu um texto novo (um 'substitutivo') no lugar da proposta original, que tratava de biocombustíveis. Os destaques (votações separadas de trechos) foram votados depois.

Transferência de rendaControle de gastos públicos
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não votou
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Autoriza gastar até R$ 41,25 bilhões fora do teto de gastos (o limite anual de despesas) naquele ano: R$ 26 bilhões para elevar o Auxílio Brasil, R$ 5,4 bilhões para auxílio a caminhoneiros, R$ 2 bilhões para taxistas, além de vale-gás, compra de alimentos e compensação a estados por créditos de ICMS do etanol. O texto mantém o diferencial tributário dos biocombustíveis (imposto menor para eles).

Quem votou Sim diz

Em um período de alta de preços, o reforço dos benefícios aumenta o poder de compra das famílias e dá socorro urgente a caminhoneiros e motoristas de aplicativo; os recursos vêm de arrecadação extra já obtida no ano.

Quem votou Não diz

A medida usa um estado de emergência para contornar a legislação eleitoral e as regras fiscais, aumenta a dívida e pode pressionar a inflação; os benefícios acabam no fim do ano, sem alternativa para depois.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado em primeiro turno o substitutivo, ressalvados os destaques (Sim 393, Não 14; Agência Câmara 12/07/2022), que descreve a ampliação de benefícios com gasto fora do teto. SIM aprova a ampliação de benefícios (a favor de transferência de renda) e a exceção ao limite de gastos (SIM é contra limites rígidos de gasto, como a pergunta sobre gastos públicos). Orientação: maioria, oposição e minoria a favor. Confiança média em gastos públicos porque, segundo o relator, o gasto é temporário e ligado a receita extra.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PLP 18/2022 · 2 min de leitura aprovado · 307 a 1

Limite de ICMS sobre combustíveis, energia e telecomunicações - mudanças do Senado

A Câmara aceitou a maior parte das mudanças que o Senado fez no projeto de lei complementar (lei que detalha regras previstas na Constituição). O projeto classifica combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo como bens essenciais, o que limita o ICMS (imposto estadual) cobrado sobre eles. Alguns trechos foram separados para votação própria (destaques).

Preço de combustíveis e energiaCarga de impostos
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O ICMS sobre esses produtos e serviços passa a ser cobrado pela alíquota geral mínima (o percentual do imposto), em geral 17% ou 18%. Até 31 de dezembro daquele ano, a União compensa estados e municípios pela perda de arrecadação, com descontos em parcelas de dívidas renegociadas com o governo federal.

Quem votou Sim diz

Combustíveis, energia e comunicações são de uso básico; reduzir o imposto sobre eles pode baixar preços ao consumidor, ajudar a conter a inflação e reduzir custos de frete e de alimentos, e a arrecadação dos estados vinha em alta.

Quem votou Não diz

O ICMS é a principal receita dos estados e uma parte vai aos municípios; a perda pode afetar saúde e educação, a queda de preços na bomba não é garantida e o benefício alcança também quem tem renda mais alta.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: as mudanças do Senado foram aprovadas, com parecer favorável (Sim 307, Não 1; Agência Câmara 15/06/2022 e Agência Senado 13/06/2022). Votar SIM é concordar com a redação final, que limita o ICMS, ou seja, com a intervenção para baixar preços e com a redução de imposto, mesmo com menos arrecadação. Orientação: maioria, oposição e minoria a favor. Confiança média: a votação trata das mudanças do Senado, não do texto original, e o efeito sobre os preços é contestado.

Fontes: camara.leg.br · www12.senado.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

MPV 1091/2021 · 2 min de leitura emenda rejeitada · 126 a 222

Salário mínimo de 2022 - emenda do PT para um valor maior

Em votação separada (destaque) durante a análise da medida provisória que fixa o salário mínimo de 2022 em R$ 1.212, a Câmara votou uma emenda do PT. A emenda acrescentaria R$ 39 ao valor, usando como critério a inflação (INPC) mais o crescimento do PIB dos dois anos anteriores. Votar SIM era a favor da emenda; a emenda foi rejeitada, e o valor do texto do Executivo foi mantido.

Salário mínimo
Aécio Neves
Não
André Janones
Não votou
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não votou
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Com a rejeição, ficou o valor de R$ 1.212, corrigido pela inflação medida pelo INPC de janeiro a novembro de 2021 mais a projeção de dezembro, um aumento de 10,18% sobre o valor anterior de R$ 1.100. O valor é a base de benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas, como o BPC.

Quem votou Sim diz

Incluir o crescimento do PIB na fórmula dá ao trabalhador um ganho acima da inflação, já que o reajuste de cerca de 10% não recompõe por inteiro o poder de compra perdido, segundo parlamentares da oposição.

Quem votou Não diz

Cada real a mais no mínimo aumenta o gasto com benefícios previdenciários e sociais, e a base do governo diz que o valor, embora não seja o ideal, é o possível, citando ainda o Auxílio Brasil como complemento de renda.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
—
Por que classificamos assim

Resultado oficial: rejeitada a emenda de Plenário nº 6 (PT), Sim 126, Não 222; Agência Brasil (25/05/2022) descreve a emenda do PT de R$ 39 com INPC mais PIB e o placar de 126 a 222, que coincide com esta votação. SIM significa apoiar a emenda, ou seja, um valor maior que a reposição pela inflação, o que equivale a concordar com aumentos acima da inflação. Orientação: minoria a favor (PT, PSOL, PSB, PDT, PCdoB, Rede, Cidadania e PV); maioria e governo contra. Confiança média: a ligação com 'todo ano' vem da fórmula proposta, que a fonte descreve só em linhas gerais. A votação do mérito (355 a 0) não foi usada, porque todos os grupos aprovaram a fixação do valor. Não foi encontrado o número exato do valor pretendido pela emenda.

Fontes: jornalcontabil.com.br · suno.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 1338/2022 · 1 min de leitura aprovado · 264 a 144

Educação domiciliar (ensino em casa) - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que regulamenta a educação básica feita em casa pelos pais, no lugar da escola. A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global' (um texto que reúne e troca as anteriores), foi apresentada pela relatora da comissão especial. Os destaques (votações separadas de trechos) vieram depois.

Educação domiciliar
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não votou
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Famílias poderiam educar os filhos em casa, com matrícula obrigatória em escola, avaliações periódicas e acompanhamento pela escola; ao menos um dos pais precisaria ter ensino superior ou formação técnica, e apresentar certidões de antecedentes criminais.

Quem votou Sim diz

Os pais têm direito de escolher como educar os filhos, e a prática já existe sem regras; regulamentar com avaliação e fiscalização dá segurança às famílias e às crianças.

Quem votou Não diz

O ensino em casa pode enfraquecer o convívio social e a escola pública, dificultar a identificação de violência contra a criança e aumentar desigualdades no acesso à educação.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Agência Câmara e Agência Brasil (18-19/05/2022): o texto autoriza a educação básica em casa, com condições. Votar SIM aprova isso, então SIM é concordar com a pergunta. Orientação dos partidos: maioria a favor; oposição e minoria contra.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 2564/2020 · 1 min de leitura aprovado · 449 a 12

Piso salarial da enfermagem - texto principal

A Câmara aprovou, em votação única, o projeto que cria um piso salarial nacional (valor mínimo de salário) para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras. Um destaque (votação separada de um trecho) foi analisado depois.

Saúde pública
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O piso inicial de enfermeiros fica em R$ 4.750 por mês; técnicos recebem 70% desse valor e auxiliares e parteiras, 50%. O valor é corrigido anualmente pela inflação (INPC) e vale para serviços públicos e privados. A fonte de recursos para pagar o piso ainda dependia de definição quando o projeto foi aprovado.

Quem votou Sim diz

A pandemia mostrou a importância dos profissionais de enfermagem, que merecem remuneração mínima nacional; o setor público e o privado teriam condições de arcar com a despesa.

Quem votou Não diz

Sem fonte de recursos definida, o piso pode levar ao fechamento de hospitais filantrópicos e leitos, a demissões e a dificuldades para prefeituras e estados, que arcariam com a conta.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado o projeto, ressalvado o destaque (Sim 449, Não 12; Agência Câmara 04/05/2022). SIM aprova o piso, uma regra obrigatória de remuneração na saúde, o que corresponde a concordar com a pergunta, que cita pisos salariais. Orientação: maioria, oposição e minoria a favor.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PLP 11/2020 · 2 min de leitura aprovado · 414 a 3

Imposto único sobre combustíveis (ICMS) - texto do Senado

A Câmara aprovou o texto do Senado para o projeto de lei complementar que muda a cobrança do ICMS (imposto estadual) sobre combustíveis, com exceção de dois trechos votados separadamente. O texto cria uma alíquota única por combustível em todo o país e permite cobrar o imposto como um valor fixo por litro, em vez de um percentual do preço.

Preço de combustíveis e energia
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não votou
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A regra vale para diesel, biodiesel, gasolina, etanol anidro e gás de cozinha. A mudança só vale depois de aprovada pelo Confaz (conselho dos secretários estaduais de Fazenda); até lá, o ICMS do diesel fica congelado até o fim de 2022. O texto também permite ao governo federal zerar PIS/Cofins sobre diesel, biodiesel e gás de cozinha até o fim do ano sem compensação. A equipe econômica estimou perda de até R$ 16 bilhões para os estados.

Quem votou Sim diz

Um valor fixo por litro evita que o imposto cresça junto com o preço do combustível, reduz a variação na bomba e responde à pressão por preços menores, com o governo federal abrindo mão de parte da arrecadação.

Quem votou Não diz

Os estados perdem arrecadação de sua principal fonte de receita e questionam a constitucionalidade da medida; o preço na bomba depende da política de preços da Petrobras, e um imposto fixo por litro pode pesar mais na conta do consumidor quando o preço cai.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado o substitutivo do Senado, com exceção de dois parágrafos, ressalvados os destaques (Sim 414, Não 3, 1 abstenção; Eixos 10/03/2022). Não é destaque: SIM aprova o texto, que altera a cobrança do ICMS e prevê abrir mão de tributos federais, ou seja, intervir para baixar preços abrindo mão de arrecadação. Orientação: maioria, oposição, minoria e governo a favor. Confiança média: o efeito do valor fixo sobre o preço final é contestado (pode favorecer ou prejudicar o consumidor, conforme o preço do combustível), então a ligação com a pergunta é interpretação. Os estados fazem oposição, e a estimativa de perda vem da equipe econômica do governo federal.

Fontes: eixos.com.br · www12.senado.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 191/2020 · 2 min de leitura aprovado · 279 a 180

Mineração e outras atividades em terras indígenas - pedido de urgência

A Câmara votou apenas o pedido de urgência (para o projeto ser votado mais rápido, sem passar pelas comissões) do projeto do governo que regulamenta a pesquisa e a exploração de minérios e hidrocarbonetos (como petróleo e gás), e o aproveitamento de recursos hídricos para energia, em terras indígenas. O mérito do projeto não foi votado nesse dia.

Aécio Neves
Não votou
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Com a urgência, o projeto pode ser votado no Plenário sem passar pelas comissões. O presidente da Câmara criou um grupo de trabalho para analisar o texto antes e indicou votação do mérito em abril. A urgência, por si só, não altera nenhuma regra sobre terras indígenas nem sobre demarcação.

Quem votou Sim diz

A Constituição manda o Congresso regulamentar a atividade em terras indígenas, que já ocorre de forma ilegal por meio do garimpo; votar com rapidez permitiria regras claras, e o governo citou ainda a necessidade de fertilizantes.

Quem votou Não diz

O projeto permitiria a degradação de áreas protegidas e desrespeitaria o usufruto indígena (direito de usar a terra e seus recursos); o argumento dos fertilizantes é contestado, porque parte das reservas de potássio do país não está em terras indígenas.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado o requerimento de urgência (Sim 279, Não 180, 3 abstenções; Poder360 09/03/2022). Foi votado apenas o pedido de urgência. SIM acelera um projeto que abre terras indígenas à mineração, o que se relaciona de forma indireta com a pergunta sobre ampliar a demarcação, por isso SIM é contra. Orientação: maioria e governo a favor; minoria e oposição contra. Confiança baixa: o projeto não trata de demarcação e a urgência não decide o mérito, então a leitura é interpretação.

Fontes: poder360.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 2234/2022 · 2 min de leitura aprovado · 246 a 202

Legalização de cassinos, bingos e jogo do bicho - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que legaliza e regulamenta cassinos, bingos, jogo do bicho e outras modalidades de apostas no país (na Câmara, o projeto tramitou como PL 442/1991). A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global' (um texto que reúne e troca as anteriores), foi apresentada pelo relator. Os destaques foram votados no dia seguinte e não alteraram o texto.

Apostas e jogos de azar
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Não votou
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Cassinos poderiam funcionar em resorts, cidades turísticas e embarcações, com licença concedida por leilão; bingos em casas específicas; o jogo do bicho teria concessão de 25 anos, com um operador a cada 700 mil habitantes e registro informatizado acessível à União. Máquinas caça-níqueis ficariam proibidas. O projeto seguiu ao Senado.

Quem votou Sim diz

Legalizar e regular os jogos atrai investimento, gera emprego, renda e arrecadação, e dá fiscalização a uma atividade que já existe de forma ilegal.

Quem votou Não diz

O modelo de tributação é favorável demais ao setor, e a isenção de impostos prevista é questionada. Críticos apontam também que o projeto pode ser vetado pelo presidente e que a isenção pode ser inconstitucional.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Liberado
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a subemenda, ressalvados os destaques (Sim 246, Não 202, 3 abstenções; Agência Câmara 24/02/2022). SIM aprova a legalização e a regulamentação, o que corresponde a concordar com a pergunta. Orientação: maioria a favor; oposição e minoria liberaram a votação (o governo não registrou orientação).

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 6299/2002 · 2 min de leitura aprovado · 301 a 150

Novas regras para registro de agrotóxicos - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto, vindo do Senado, que muda as regras de pesquisa, registro, fiscalização e uso de agrotóxicos (o texto passa a chamá-los de 'pesticidas'). A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global' (um texto que reúne e troca as anteriores), foi apresentada pelo relator. Os destaques foram rejeitados e não alteraram o texto.

Meio ambiente e agronegócio
Aécio Neves
Não
André Janones
Não votou
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O Ministério da Agricultura passa a concentrar registro, análise e fiscalização; Meio Ambiente e Saúde seguem emitindo pareceres. Há prazos de 30 dias a 2 anos para o registro e, se os prazos vencerem, o produto pode receber registro ou autorização temporária, desde que já usado em três países da OCDE (grupo de países ricos). As multas passam a variar de R$ 2 mil a R$ 2 milhões. O projeto voltou ao Senado.

Quem votou Sim diz

O trâmite atual pode levar cerca de sete anos para um parecer definitivo; prazos e um órgão central modernizam a agricultura e dão acesso mais rápido a produtos já usados no exterior.

Quem votou Não diz

A oposição chamou o projeto de 'PL do Veneno'. Críticos apontam a retirada de proibições de registro de substâncias ligadas a câncer ou má-formação e o registro temporário quando o prazo vence, o que pode reduzir a avaliação sanitária e ambiental.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a subemenda, ressalvados os destaques (Sim 301, Não 150, 2 abstenções; Agência Câmara 09/02/2022). SIM aprova um registro mais ágil, com menos barreiras. A pergunta trata de regras ambientais mais rígidas que limitem o agronegócio, então SIM discorda dela. Confiança média porque o tema mistura saúde e ambiente, e os defensores negam queda de rigor. Orientação: maioria a favor; oposição e minoria contra.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

MPV 1061/2021 · 2 min de leitura aprovado · 344 a 0

Auxílio Brasil (substituto do Bolsa Família) - texto principal

A Câmara aprovou a medida provisória (norma editada pelo presidente que vale desde logo e precisa ser confirmada pelo Congresso) que cria o Auxílio Brasil no lugar do Bolsa Família, além do Alimenta Brasil. Votou-se a versão final do relator, chamada 'projeto de lei de conversão'. Os destaques (votações separadas de trechos) vieram depois.

Transferência de renda
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não votou
Túlio Gadêlha
Não votou
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O Auxílio Brasil tem benefícios para famílias com crianças de até 3 anos, para famílias com gestantes ou integrantes de 3 a 20 anos e para superação da extrema pobreza, e eleva as faixas de renda para ter direito (R$ 105 por pessoa para extrema pobreza e até R$ 210 para pobreza). O relator estimou que o número de famílias atendidas passaria de 14 para 20 milhões. O complemento até R$ 400 era, segundo o governo, temporário (até dezembro de 2022).

Quem votou Sim diz

O programa amplia o número de famílias atendidas, eleva os valores pagos e inclui estímulos a esporte, desempenho escolar e inclusão produtiva, e transforma em lei regras que estavam só em decreto (norma do presidente, com menos força que uma lei).

Quem votou Não diz

O programa desmonta a estrutura do Bolsa Família e o complemento temporário de R$ 400 teria motivação eleitoral; o gasto previsto cresce de R$ 34,7 bilhões para R$ 85 bilhões de um ano para o outro.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a versão final da medida (Sim 344, Não 0; Agência Brasil 25/11/2021). SIM aprova o novo programa, com mais famílias e mais gasto, o que corresponde a concordar com a pergunta. Orientação: maioria, minoria e oposição a favor. Destaques sobre pontos específicos, como a emenda sobre o CadÚnico (cadastro dos programas sociais), votada por 187 a 115, não foram considerados.

Fontes: agenciabrasil.ebc.com.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 591/2021 · 2 min de leitura aprovado · 286 a 173

Novas regras para os correios e privatização dos Correios - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto do Poder Executivo que cria as regras gerais dos serviços postais, permite que empresas privadas atuem em todos os serviços e define as condições para a privatização dos Correios. A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global' (um texto que reúne e troca as anteriores), foi apresentada pelo relator. Os destaques (votações separadas de trechos) foram votados depois.

Privatizações
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A empresa seria vendida com cobertura nacional e contrato de concessão, com o nome de 'Correios do Brasil'. Os Correios manteriam o monopólio de cartas e telegramas por mais cinco anos, os preços seriam livres como regra, e os funcionários teriam estabilidade por 18 meses após a venda. A Anatel (agência que regula telecomunicações) passaria a regular o setor. Todos os destaques foram rejeitados.

Quem votou Sim diz

A abertura do mercado e a liberdade de preços melhoram um serviço que os defensores veem como burocrático e pouco modernizado, com uma agência reguladora para evitar abusos.

Quem votou Não diz

A estatal atende todos os municípios do país e dá lucro; vender a empresa pode comprometer o atendimento onde o serviço dá menos retorno, os empregos e a soberania sobre o serviço postal.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a subemenda, ressalvados os destaques (Sim 286, Não 173, 2 abstenções); Agência Câmara e Congresso em Foco (05/08/2021) confirmam o conteúdo e a rejeição dos destaques. SIM aprova o texto que define as condições da venda da estatal, ou seja, concorda com a pergunta. Orientação: maioria e governo a favor; minoria e oposição contra. Confiança alta: a privatização dos Correios é o objeto central do projeto, embora ele ainda dependa do Senado.

Fontes: camara.leg.br · congressoemfoco.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 2505/2021 · 2 min de leitura aprovado · 408 a 67

Reforma da Lei de Improbidade Administrativa (punição de agentes públicos) - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que revisa a Lei de Improbidade Administrativa, que pune agentes públicos por atos como enriquecimento ilícito (ganhar dinheiro de forma indevida) e dano ao patrimônio público. A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global reformulada' (um texto que reúne e troca as anteriores), foi aprovada antes da análise dos destaques. O projeto seguiu ao Senado e voltou à Câmara em outubro.

Combate à corrupção
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Não
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Só é punido por improbidade quem agir com dolo (intenção de lesar o Estado), e a punição depende de decisão definitiva da Justiça, sem mais recursos. O texto prevê prescrição (prazo após o qual não se pode mais punir), elimina a pena mínima e amplia o prazo máximo de suspensão de direitos políticos; terceiros respondem se concorrerem de forma dolosa.

Quem votou Sim diz

A lei atual permite punir quase qualquer erro administrativo e paralisa gestores por medo de punição; exigir intenção, dar limite de tempo e aumentar a pena máxima separa erro de corrupção.

Quem votou Não diz

Exigir dolo e retirar a culpa grave deixa de punir erros graves e negligência que causam prejuízo ao patrimônio público; as regras de prescrição e a ausência de pena mínima enfraquecem o combate à corrupção.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Liberado
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a subemenda reformulada, ressalvados os destaques (Sim 408, Não 67, 1 abstenção; Agência Câmara 16/06/2021). SIM aprova um texto que restringe os casos de punição (intenção, prescrição), embora aumente a pena máxima. Para a pergunta (regras mais rígidas para punir), SIM é contra, com confiança média pela mistura de pontos mais e menos rígidos. Orientação: maioria e minoria a favor; oposição liberou. As emendas do Senado, votadas em outubro de 2021, não foram incluídas porque o conteúdo delas não foi verificado.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

MPV 1034/2021 · 2 min de leitura aprovado · 404 a 13

Aumento temporário de imposto sobre o lucro dos bancos (CSLL) - texto principal

A Câmara aprovou a medida provisória (norma editada pelo presidente que vale desde logo e precisa ser confirmada pelo Congresso) que aumenta por tempo limitado a alíquota da CSLL (contribuição sobre o lucro) de bancos e de outras instituições financeiras. Votou-se a versão final do relator, chamada 'projeto de lei de conversão'. Os destaques (votações separadas de trechos) vieram depois.

Carga de impostos
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2021, a alíquota da CSLL dos bancos sobe 5 pontos percentuais, e a das demais instituições financeiras, como seguradoras e cooperativas de crédito, de 15% para 20%, voltando ao patamar anterior em 2022. A medida compensa a perda de arrecadação com a redução a zero do PIS/Cofins sobre o diesel e o gás de cozinha. O texto também trata de outros pontos, como o limite de valor de carros comprados por pessoas com deficiência com isenção de IPI, que passa de R$ 70 mil para R$ 140 mil.

Quem votou Sim diz

O aumento é temporário e atinge um setor específico; ele cobre a redução de tributos federais sobre o diesel e o gás de cozinha, aliviando o preço de itens de consumo básico sem abrir mão de receita no ano.

Quem votou Não diz

Subir tributos sobre um setor eleva a carga tributária, ainda que por poucos meses, e a compensação do diesel e do gás poderia vir de corte de despesas em vez de mais arrecadação.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a versão final, ressalvados os destaques (Sim 404, Não 13); Poder360 (02/06/2021) e InfoMoney confirmam o aumento temporário da CSLL e a finalidade de compensar a redução de tributos sobre o diesel e o gás. SIM aprova aumento de imposto sobre o setor financeiro, o que vai contra a pergunta (reduzir impostos mesmo arrecadando menos), então SIM é contra. Orientação: maioria e oposição a favor; Novo contra. Confiança média: o aumento é temporário e compensatório, o mesmo texto reduz tributos em outros itens, e a votação teve apoio quase total. As fontes divergem sobre a alíquota de partida dos bancos (15% ou 20%), por isso só o aumento de 5 pontos foi citado.

Fontes: poder360.com.br · infomoney.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

MPV 1031/2021 · 2 min de leitura aprovado · 313 a 166

Venda da Eletrobras (privatização) - texto principal

A Câmara aprovou a medida provisória que permite a privatização da Eletrobras. Medida provisória é uma norma editada pelo presidente que vale desde logo, mas precisa ser confirmada pelo Congresso. Votou-se a versão final escrita pelo relator, chamada 'projeto de lei de conversão'. Os destaques (votações separadas de trechos) vieram depois.

Privatizações
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A empresa emite novas ações, vendidas no mercado, e a União (o governo federal) deixa de ser a acionista que controla a empresa. Ela mantém uma 'golden share', uma ação especial com poder de veto em certas decisões. O texto também cria uma estatal para administrar Eletronuclear e Itaipu e trata de contratações no setor elétrico.

Quem votou Sim diz

A Eletrobras precisa de capital para investir e a União não tem recursos para isso; com gestão privada a empresa ganha eficiência, e parte da receita da venda ajuda a reduzir a conta de luz.

Quem votou Não diz

A empresa é estratégica para o abastecimento e já dá lucro; a venda pode elevar tarifas, reduz o controle público sobre rios e usinas, e o texto inclui contratações obrigatórias que podem encarecer a energia.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
—
Por que classificamos assim

Agência Câmara e Agência Brasil (20/05/2021): o texto viabiliza a venda da Eletrobras, com a União perdendo o controle da empresa. Votar SIM aprova a venda, então SIM é concordar que estatais sejam vendidas. A votação ocorreu na madrugada de 20/05; a base de dados registra 19/05. Não marquei o tema de energia, pois o efeito sobre os preços é contestado e não foi verificado.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 2159/2021 · 2 min de leitura aprovado · 300 a 122

Lei geral do licenciamento ambiental - texto principal (2021)

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que cria regras gerais para o licenciamento ambiental, ou seja, a autorização exigida para obras e atividades que possam afetar o meio ambiente. A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global' (um texto que reúne e troca as anteriores), foi apresentada pelo relator. Os destaques (votações separadas de trechos) foram votados depois e não alteraram o texto.

Licenciamento ambientalMeio ambiente e agronegócio
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O projeto uniformiza os procedimentos de licenciamento no país, dispensa licença para algumas atividades agropecuárias de menor porte e cria modalidades de licença mais simples. Autorizações para desmatamento ou uso de água continuam exigíveis.

Quem votou Sim diz

A falta de uma lei geral gera insegurança jurídica (regras incertas), atrasa obras e afasta investimentos; regras claras e prazos previsíveis aceleram projetos sem reduzir as exigências de estados mais rigorosos.

Quem votou Não diz

A flexibilização, com dispensas de licença e licenças simplificadas, pode permitir atividades de impacto sem análise adequada e aumentar o risco de desastres ambientais e de conflito com povos indígenas.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Agência Câmara (12-13/05/2021): o relator apresenta a lei como forma de dar segurança jurídica e dispensa licença para atividades menores, o que significa simplificar e acelerar o licenciamento. Votar SIM aprova isso, então SIM é a favor. Para o meio ambiente, o projeto flexibiliza exigências que os críticos consideram de proteção. Votar SIM tende a ser contra regras mais rígidas, mas isso é interpretação (o relator nega redução de exigências), por isso confiança média. Votos finais de 2025 (emendas do Senado) não foram incluídos, porque não foi confirmado o conteúdo de cada emenda.

Fontes: camara.leg.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 186/2019 · 1 min de leitura aprovado · 366 a 127

PEC Emergencial - 2º turno

A Câmara fez a segunda votação da PEC Emergencial. Depois dos destaques, o texto foi promulgado (oficializado pelo Congresso) como Emenda Constitucional 109.

Controle de gastos públicosTransferência de renda
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Confirma o auxílio emergencial de R$ 44 bilhões fora do teto de gastos e os gatilhos de contenção de despesas quando as obrigatórias passam de 95% do total.

Quem votou Sim diz

As regras de contenção evitam o descontrole das contas e permitem pagar o auxílio emergencial sem romper a disciplina fiscal.

Quem votou Não diz

As restrições a pessoal e a contenção de gastos podem reduzir a oferta de serviços públicos, e a oposição contestou o limite de R$ 44 bilhões e a exceção ao teto de gastos.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada em segundo turno a PEC 186, de 2019, ressalvados os destaques (Sim 366, Não 127, 3 abstenções; Agência Brasil 11/03/2021). Mesma leitura do primeiro turno. Orientação: governo e maioria a favor; oposição e minoria contra.

Fontes: agenciabrasil.ebc.com.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 186/2019 · 2 min de leitura aprovado · 341 a 121

PEC Emergencial (auxílio emergencial e limites de gastos) - 1º turno

A Câmara aprovou, na primeira de duas votações, a parte principal da PEC Emergencial. Ela cria gatilhos que obrigam a conter despesas quando os gastos obrigatórios crescem demais e autoriza o pagamento de um novo auxílio emergencial fora do teto de gastos. Os destaques foram votados depois.

Controle de gastos públicosTransferência de renda
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não votou
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Autoriza R$ 44 bilhões fora do teto de gastos para o auxílio emergencial. Quando as despesas obrigatórias passam de 95% das despesas totais, ficam proibidos, entre outras medidas, aumento de salário do funcionalismo, concursos e criação de cargos. A promoção funcional de servidores foi retirada da proibição por acordo.

Quem votou Sim diz

Cria regras de contenção que garantem o equilíbrio das contas e, ao mesmo tempo, abre espaço para um novo auxílio emergencial às famílias afetadas pela pandemia.

Quem votou Não diz

As travas sobre reajustes, concursos e criação de cargos afetam servidores e podem reduzir a oferta de serviços públicos, e o limite de R$ 44 bilhões para o auxílio e a exceção ao teto foram contestados pela oposição.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada em primeiro turno a PEC 186, de 2019 (Sim 341, Não 121, 10 abstenções; Agência Câmara e Agência Brasil, 09-10/03/2021). SIM aprova as travas de despesa (a favor de limites rígidos) e o auxílio fora do teto (a favor de ampliar auxílios). Confiança média nos dois porque o mesmo texto autoriza gasto fora do teto e também contém limites. Orientação: governo e maioria a favor; oposição e minoria contra. Proposição ausente da triagem.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 1485/2020 · 2 min de leitura aprovado · 421 a 64

Penas maiores para desvio de recursos em calamidade pública - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que aumenta as penas de crimes cometidos para desviar recursos destinados ao enfrentamento de uma calamidade pública (como a pandemia). O texto votado é um substitutivo (texto novo) da relatora. O projeto original previa dobrar as penas de todos os crimes contra a administração pública cometidos durante uma calamidade.

Combate à corrupção
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O texto altera o Código Penal, a Lei de Licitações e a Lei de Organizações Criminosas para aumentar penas de condutas que desviam dinheiro de calamidade pública. O aumento não vale para crimes anteriores à lei. O projeto foi para o Senado depois desta votação.

Quem votou Sim diz

Desviar dinheiro destinado a uma emergência como a pandemia é mais grave do que o mesmo crime em tempos normais; penas maiores desestimulam o desvio, e os crimes de corrupção são pequena fração da população carcerária.

Quem votou Não diz

Aumentar penas não resolve a corrupção e pode ampliar o encarceramento; mudanças no Código Penal pediriam mais tempo de análise antes de serem votadas, e o aumento de pena pode ser visto como solução simbólica para um problema que depende de fiscalização e de prevenção.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
—
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a subemenda, ressalvados os destaques (Sim 421, Não 64, 1 abstenção; Congresso em Foco 01/09/2020). Não é destaque: SIM aprova penas maiores para desvio de recursos públicos, ou seja, concorda com regras mais rígidas. Orientação: governo a favor; minoria liberada; PT, PCdoB e PSOL contra. Confiança alta: o objeto é punir mais o desvio de recursos públicos, embora limitado a calamidade pública.

Fontes: congressoemfoco.com.br · moneytimes.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 15/2015 · 1 min de leitura aprovado · 492 a 6

Fundeb permanente - 2º turno

A Câmara fez a segunda votação da PEC que torna o Fundeb permanente, já aprovada no primeiro turno. Depois, a proposta seguiu para o Senado.

Educação
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não votou
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Confirma o aumento gradual da parcela da União no Fundeb, de 10% para 23% até 2026, e a prioridade à educação infantil (creches e pré-escola). O dinheiro do fundo não pode ser usado para pagar aposentadorias e pensões.

Quem votou Sim diz

Tornar o fundo permanente dá segurança de financiamento às redes de ensino, e a maior participação da União reduz diferenças regionais no valor gasto por aluno.

Quem votou Não diz

O aumento da parcela da União eleva o gasto federal obrigatório com educação básica e reduz o espaço no orçamento para outras áreas; as ressalvas foram poucas, já que a votação foi quase unânime.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada em segundo turno a PEC 15, de 2015, ressalvado o destaque (Sim 492, Não 6, 1 abstenção; Agência Câmara 21/07/2020). SIM aprova o aumento do dinheiro da União para a educação básica. Orientação: governo, maioria, minoria e oposição a favor. Argumentos críticos com fonte fraca, como na votação do 1º turno.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 15/2015 · 2 min de leitura aprovado · 499 a 7

Fundeb permanente (dinheiro da educação básica) - 1º turno

A Câmara aprovou, na primeira de duas votações, a parte principal da PEC que torna o Fundeb (fundo que financia a educação básica pública) permanente e aumenta a participação da União. A relatora escreveu um texto novo (um 'substitutivo') para trocar a proposta original.

Educação
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Sim
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Sim
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

A parcela que a União põe no Fundeb sobe de 10% para 23% do total do fundo até 2026, em aumentos anuais. Dos 13 pontos percentuais adicionais, 10,5 vão às redes com menor valor por aluno e 2,5 ficam ligados a metas de gestão e aprendizagem. Pelo menos 70% dos recursos extras podem pagar profissionais da educação.

Quem votou Sim diz

O fundo precisava ser permanente antes de seu prazo acabar; mais dinheiro da União reduz a desigualdade entre redes e dá prioridade e financiamento à educação infantil.

Quem votou Não diz

O aumento da parcela da União eleva o gasto obrigatório com educação básica e reduz o espaço no orçamento federal para outras áreas; as ressalvas foram poucas, já que a votação foi quase unânime.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Sim
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado em primeiro turno o substitutivo (Sim 499, Não 7; Agência Câmara e Agência Brasil, 21/07/2020). SIM aprova o aumento da participação da União, o que corresponde a concordar com a pergunta. Orientação: governo, maioria, minoria e oposição a favor. Os argumentos críticos têm fonte mais fraca, porque a votação foi quase unânime e as fontes consultadas trazem pouco sobre as críticas; quem revisar deve confirmar.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

MPV 905/2019 · 2 min de leitura destaque aprovado · 248 a 214

Contrato Verde e Amarelo - destaque que mudou a multa do FGTS (art. 6)

Um destaque (pedido para votar um trecho em separado) do PSL propôs trocar o artigo 6 do texto do relator. Votar SIM aprovava o destaque e alterava o texto, na versão do PSL.

Direitos trabalhistas
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Não votou
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Com o destaque aprovado, ficou restabelecida a regra de que, nos contratos do programa, a multa do FGTS (fundo pago em demissões) por demissão sem justa causa cai de 40% para 20%, e há antecipação mensal de parcelas do 13º salário e das férias.

Quem votou Sim diz

Reduzir a multa e permitir pagar parcelas ao longo do ano diminui o custo de contratar e o risco para a empresa, o que incentiva a abertura de vagas para pessoas que hoje estão fora do mercado formal.

Quem votou Não diz

A redução da multa de 40% para 20% diminui a proteção do trabalhador contra a demissão sem justa causa e o valor que ele recebe ao ser dispensado.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado o destaque, com texto modificado (Sim 248, Não 214). Agência Brasil (15/04/2020) cita uma emenda de Plenário que restabeleceu a multa de 20% do FGTS, aprovada por 248 a 214, coincidindo com os números desta votação. A ligação com o 'art. 6' do PSL vem da descrição da base e de uma busca secundária, por isso confiança média. SIM aprova a redução da multa, logo discorda da pergunta. Orientação: maioria a favor; oposição e minoria contra.

Fontes: agenciabrasil.ebc.com.br · camara.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

MPV 905/2019 · 2 min de leitura aprovado · 322 a 153

Contrato Verde e Amarelo (contratação com menos encargos) - texto principal

A Câmara aprovou a medida provisória que cria o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo e muda regras trabalhistas. Votou-se a versão final do relator, chamada 'emenda aglutinativa global' (um texto que junta várias propostas de mudança). Os destaques (votações separadas de trechos) foram votados depois.

Direitos trabalhistas
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Abstenção
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Empresas que contratassem pessoas de 18 a 29 anos no primeiro emprego, e pessoas com mais de 55 anos sem vínculo formal há mais de um ano, teriam isenção da contribuição patronal previdenciária (paga pela empresa à Previdência) de 20% e de contribuições ao Sistema S (entidades como o Senai e o Sesc), reduzindo os encargos sobre a folha de pagamento de 39,5% para 12,1%. O texto também altera regras de horas extras, de acidente de trajeto (acidente no caminho entre casa e trabalho) e o peso de acordos coletivos. A MP perdeu a validade sem ser votada no Senado.

Quem votou Sim diz

Reduzir encargos e custos de contratação estimula a abertura de vagas para jovens e para pessoas com mais de 55 anos que têm dificuldade de entrar no mercado formal, em um momento de desemprego elevado.

Quem votou Não diz

O texto reduz direitos e contribuições previdenciárias e diminui a proteção em temas como acidente de trajeto e horas extras.

Orientação do Governo
Sim
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovada a medida provisória na forma da emenda aglutinativa, ressalvados os destaques (Sim 322, Não 153; Agência Câmara 14-15/04/2020). SIM aprova um texto que reduz encargos e alguns direitos, ou seja, discorda da pergunta (mais proteção, mesmo com custo maior). Orientação: governo e maioria a favor; oposição e minoria contra.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 3261/2019 · 2 min de leitura aprovado · 276 a 124

Novo marco legal do saneamento básico - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto do Poder Executivo (PL 4162/2019, que tramitou junto com o PL 3261/2019, do Senado) que atualiza as regras do saneamento básico (água e esgoto). Os destaques (votações separadas de trechos) foram votados depois.

Privatizações
Aécio Neves
Não votou
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Não votou
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não votou
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O texto facilita a privatização de empresas estaduais de saneamento: a venda deixa de depender da concordância dos municípios atendidos, salvo mudança no contrato. Os novos contratos passam a exigir licitação, e os contratos atuais com estatais, firmados sem licitação, podem ser renovados por mais 30 anos até 31 de março de 2022. A meta é universalizar o serviço até 31 de dezembro de 2033. O projeto não vende nenhuma empresa por si só.

Quem votou Sim diz

A abertura à iniciativa privada e a exigência de licitação trazem investimento e metas para chegar a todos os municípios, com a formação de blocos de municípios para tornar viável o atendimento de regiões menos atraentes.

Quem votou Não diz

O fim do financiamento cruzado, pelo qual áreas de renda maior ajudam a custear a expansão para cidades menores e periferias, pode deixar essas áreas sem serviço; movimentos sociais também se opuseram ao projeto.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado o projeto, ressalvados os destaques (Sim 276, Não 124, 1 abstenção; Agência Câmara 11/12/2019). SIM aprova o marco que facilita a venda de estatais do setor, ou seja, concorda que essas estatais possam ser vendidas. Orientação: maioria e governo a favor; minoria e oposição contra. Confiança média: o texto cria condições e não determina a venda de empresa alguma, e a votação na base é de 2019 (a lei final é de 2020 e não está nos dados). Na base de dados a votação aparece sob o PL 3261/2019; o texto votado foi o PL 4162/2019.

Fontes: camara.leg.br · congressoemfoco.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 3723/2019 · 2 min de leitura aprovado · 283 a 140

Mudanças no Estatuto do Desarmamento - texto principal

A Câmara aprovou a parte principal do projeto que altera a lei sobre registro, posse e porte de armas de fogo. Posse é ter a arma em casa ou na propriedade; porte é poder carregá-la fora de casa. A versão final, chamada 'subemenda substitutiva global reformulada' (um texto que reúne e troca as anteriores), foi apresentada pelo relator da comissão especial.

Armas
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

O projeto amplia o local onde a arma de posse pode ser mantida (toda a propriedade, e não só dentro da casa), permite regularizar armas sem registro e garante porte a caçadores e colecionadores registrados. Também aumenta as penas de alguns crimes envolvendo armas.

Quem votou Sim diz

O cidadão habilitado deve poder se defender e proteger a família e a propriedade, e regularizar armas hoje fora do registro dá mais controle ao Estado sobre quem as possui.

Quem votou Não diz

Mais armas em circulação tendem a aumentar homicídios, acidentes e desvio de armas para o crime; ampliar posse e porte vai na direção oposta à redução da violência.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Agência Câmara (jun/2019 sobre o texto original e nov/2019 sobre o aprovado, via Congresso em Foco): amplia posse, regularização e porte para novos grupos. Votar SIM aprova esse relaxamento, então SIM é a favor de facilitar o acesso. Confiança média porque o texto foi reformulado no Plenário (o relator retirou o porte para guardas municipais e outros) e também aumenta penas de alguns crimes. O núcleo de facilitação foi mantido, mas o texto final completo não foi lido.

Fontes: camara.leg.br · congressoemfoco.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PL 3715/2019 · 2 min de leitura aprovado · 320 a 61

Posse de arma em toda a área do imóvel rural

A Câmara aprovou o projeto do Senado que muda o Estatuto do Desarmamento para considerar toda a extensão do imóvel rural como a residência de quem tem a posse de arma de fogo. Hoje, a posse é permitida apenas na sede da propriedade.

Armas
Aécio Neves
Sim
André Janones
Sim
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não votou
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Não
Tiririca
Sim
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Quem já pode ter arma em casa poderá mantê-la em toda a área da propriedade rural, e não só na sede. O projeto trata de posse (manter a arma no local), não de porte (circular armado). O texto seguiu para a sanção presidencial após esta votação.

Quem votou Sim diz

O produtor rural precisa se defender em áreas onde a polícia demora a chegar, principalmente pequenos proprietários, alvos frequentes de roubos e invasões; o projeto só esclarece onde a posse se aplica e não amplia o porte.

Quem votou Não diz

Mais armas no campo podem aumentar a violência, inclusive contra trabalhadores, povos indígenas e movimentos sociais, e armar a população em um período de polarização traz riscos.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Liberado
Por que classificamos assim

Resultado oficial: aprovado o projeto, ressalvados os destaques (Sim 320, Não 61, 1 abstenção; Agência Câmara 21/08/2019). Não é destaque: SIM aprova a ampliação do local de posse de arma, ou seja, facilita o acesso a armas. Orientação: maioria e governo a favor; minoria e oposição liberadas; PT, PDT e PCdoB em obstrução; PSOL e PV contra. Confiança alta: o objeto único é a posse de arma, e o alcance se limita à área rural e não inclui porte.

Fontes: camara.leg.br · poder360.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 6/2019 · 1 min de leitura aprovado · 370 a 124

Reforma da Previdência - texto principal (2º turno)

A Câmara fez a segunda e última votação sobre o conjunto da proposta que muda as aposentadorias, já aprovada na primeira votação. Depois dela vieram os destaques (votações separadas de trechos), e a proposta seguiu para o Senado.

Previdência
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Confirma as novas regras: idade mínima para se aposentar pelo INSS, regras de transição para quem já trabalha e um novo jeito de calcular o valor do benefício.

Quem votou Sim diz

Sem idade mínima e sem mudar o cálculo, o gasto com aposentadorias tomaria uma parte cada vez maior do orçamento público. O ajuste seria necessário para que o sistema continue pagando nas próximas décadas.

Quem votou Não diz

O custo recai sobre trabalhadores de menor renda, que terão de contribuir por mais tempo para receber valores menores. Para os críticos, o problema das contas poderia ser resolvido cobrando devedores e revisando benefícios fiscais (vantagens concedidas a empresas por meio de impostos menores).

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Mesmo texto do 1º turno (idade mínima, regras de transição e novo cálculo; Agência Brasil e Agência Senado, 06-07/08/2019). Votar SIM aprova essas regras mais rígidas, então SIM é concordar com elas. Orientação dos partidos: maioria a favor; oposição e minoria contra.

Fontes: agenciabrasil.ebc.com.br · www12.senado.leg.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente

PEC 6/2019 · 2 min de leitura aprovado · 379 a 131

Reforma da Previdência - texto principal (1º turno)

A Câmara aprovou, na primeira de duas votações, a proposta que muda as regras para se aposentar pelo INSS. A proposta foi reescrita por uma comissão especial, que criou um texto novo para substituir o original (chamado 'substitutivo'). Pedidos para votar trechos separadamente, chamados 'destaques', foram analisados depois.

Previdência
Aécio Neves
Sim
André Janones
Não
Delegado da Cunha
Fora do mandato
Erika Hilton
Fora do mandato
Gleisi Hoffmann
Não
Guilherme Boulos
Fora do mandato
Julia Zanatta
Fora do mandato
Kim Kataguiri
Sim
Nikolas Ferreira
Fora do mandato
Sargento Fahur
Sim
Tabata Amaral
Sim
Tiririca
Não
Túlio Gadêlha
Não
Entenda a votação
Analisando a votação…
Na prática

Quem se aposentar pelas novas regras precisará ter idade mínima (65 anos para homens e 62 para mulheres, para quem entra no sistema agora) e o valor do benefício passa a considerar a média de todos os salários. Quem já contribui segue regras de transição, ou seja, regras intermediárias até a mudança valer por completo.

Quem votou Sim diz

Com o envelhecimento da população, a Previdência gasta mais do que arrecada. Fixar idade mínima e mudar o cálculo reduz esse rombo (a diferença entre o que se gasta e o que se arrecada) e ajuda a manter os pagamentos para as próximas gerações.

Quem votou Não diz

As mudanças obrigam o trabalhador a contribuir por mais tempo e a receber menos, e pesam mais sobre quem começou a trabalhar cedo e tem renda menor. Para os críticos, o ajuste das contas poderia vir de outras fontes, como a cobrança de grandes devedores.

Orientação do Governo
—
Orientação da Oposição
Não
Por que classificamos assim

Agência Câmara e Agência Brasil (10/07/2019): o texto aprovado cria idade mínima e novas regras de cálculo e de transição, ou seja, aposentadoria mais difícil. Votar SIM aprova essas regras, então SIM é concordar com elas. Orientação dos partidos: maioria a favor, oposição contra.

Fontes: camara.leg.br · agenciabrasil.ebc.com.br Baixar esta votação (JSON) Revisão humana pendente